Preço de pescado pode ter variação entre menor e maior preço de até 290%

Fonte: A A A

Proximidade da Semana Santa e reflexos da Operação Carne Fraca, podem ser as justificativas para o forte aumento, que já registram aumento médio de 10,69% – foram pesquisados 35 itens em 19 estabelecimentos

 

Pesacados 2Neste ano dois fatores podem ter influenciado diretamente no aumento significativo no preço de pescados na capital goiana, a proximidade da Semana Santa, que se inicia no próximo domingo, dia 9, quando naturalmente é verificado um aumento na demanda por esses produtos. Um outro fator que pode ter influenciado esse aumento são  os reflexos da Operação Carne Fraca da Polícia Federal, que também pode ter contribuído para uma maior busca por esses produtos. Diferente do que ocorreu no ano passado, quando os pescados registraram um aumento médio de pouco mais de 6%.

Grandes empresas de pescado projetavam um aumento de até 10% nas vendas de peixe na Semana Santa deste ano.  Porém, desde que a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, foi deflagrada, a estimativa mudou. A partir de então, houve uma previsão de aumento nas vendas de até 30%.

Aumento médio de pescado supera, e muito, a inflação oficial nos últimos 12 meses

Enquanto a inflação oficial medida pelo IPCA/IBGE dos últimos 12 meses ficou em 4,75%, o aumento médio do preço do pescado superou e muito esse percentual, chegando a 10,69% no mesmo período.

Individualmente, foi encontrado produtos com aumento médio de 45,61%. É o caso, por exemplo, do quilo de filé de Abadejo, em que o preço médio praticado em março de 2016 era de R$ 31,45 e neste ano, em média, está sendo vendido a R$ 45,80.

Veja outros exemplos de aumento no preço individual:

PRODUTO PREÇO MÉDIO PREÇO MÉDIO VARIAÇÃO
  2016 2017 AUMENTO (%)
Filé de Abadejo (kg)  R$        31,45  R$         45,80 45,61
Lula Anéis (kg)  R$        28,17  R$         40,69 44,44
Filé de Salmão (kg)  R$        49,91  R$         67,95 36,15
Lambari (kg)  R$        19,21  R$         24,66 28,36
Camarão IQFC 7 barbas (kg)  R$        24,08  R$         29,20 21,26
Sardinha (kg)  R$        10,06  R$         11,15 10,82
Pintado (kg)  R$        24,93  R$         26,48 6,21
Bacalhau Porto (kg)  R$        69,57  R$         73,24 5,27

Alguns poucos produtos tiveram redução no preço médio, como no caso do quilo tucunaré, que era vendido em média a R$ 22,69 em 03/2016 e agora está sendo comercializado com uma redução de -12,43%, a R$ 19,87.

Variação entre menor e maior preço de peixarias e supermercados, chega a 291,94%

Esta variação foi identificada no quilo do bacalhau do Porto. O menor preço encontrado foi de R$ 45,90, enquanto o maior chegou a R$ 179,90, variação de 291,94%.

Veja outras variações encontradas entre menor e maior preço:

PRODUTO MENOR MAIOR VARIAÇÃO
  PREÇO PREÇO %
Bacalhau do Porto (kg)  R$        45,90  R$        179,90 291,94
Camarão IQFC 7 barbas (kg)  R$        18,90  R$         60,00 217,46
Tucunaré (kg)  R$          9,90  R$         29,90 202,02
Caranha (kg)  R$          7,99  R$         24,90 211,64
Sardinha (kg)  R$          6,90  R$         14,99 117,25
Filé de Salmão (kg)  R$        47,90  R$        103,00 115,03
Piramutaba (kg)  R$          8,99  R$         17,88 98,89
Dourada (kg)  R$        19,90  R$         38,90 95,48
Pintado (kg)  R$        17,69  R$         29,90 69,02


Saber avaliar a qualidade do peixe é primordial

Pescados 1Ainda que o consumidor não procure um dos estabelecimentos visitados pelo PROCON Goiás, vale à pena dar uma olhada nos preços médios de cada produto que pretende adquirir. O consumidor poderá verificar se o preço praticado pelo estabelecimento escolhido está de acordo com a média praticada e assim, avaliar se está pagando mais caro ou não, de acordo com a média de preços divulgada pelo PROCON Goiás.

Com relação ao peixe não industrializado, é necessário verificar se a carne está firme, os olhos salientes e com aspecto brilhante, guelras avermelhadas e escamas que não soltem com tanta facilidade. Uma leve pressionada com o dedo na barriga do peixe deve fazer com que o formato original volte rapidamente, caso contrário, pode ser um indicativo de que o produto não esteja adequado para o consumo.

Outro detalhe que deve ser atentado pelos consumidores, é quando a compra desses produtos é realizada em feiras livres. Neste caso, verifique se o peixe está bem conservado, ou seja, coberto e envolto com gelo picado. Ao analisar a aparência do peixe, é importante levá-lo para fora da barraca para verificar a cor do produto, uma vez que a incidência da luz do sol sobre os toldos pode acabar por maquiar a aparência do peixe.

Produtos industrializados (congelados)

Com relação aos produtos adquiridos de forma industrializada (congelados), deve ser verificado se há sinal de umidade no chão próximo ao freezer. Isso pode ser um indicativo de que o equipamento foi desligado ou teve sua temperatura reduzida, o que pode comprometer a qualidade do produto. Atente-se ainda para o selo do Serviço de Inspeção.

Clique aqui para acessar a planilha de preços “GERAL”

Clique aqui para acessar a planilha de preços “PEIXARIAS”

Clique aqui para acessar a planilha de preços “SUPERMERCADOS”

Clique aqui para acessar o relatório da pesquisa de preços.

Assessoria de Imprensa PROCON Goiás

Tom Fernandes / Hosana Alves

Emanuelle Ribeiro / Ramon Lacerda

imprensa@procon.go.gov.br

(62) 3201-7134

Para visualizar arquivos em PDF, use ou instale o Adobe Reader

Fonte: A A A
Publicado em 04/04/2017 | |

Compartilhe

Fechar Acessibilidade